Supremo Tribunal condena generais da reserva em marco histórico para o Brasil

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Em 25 de novembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal do Brasil, sob a liderança do ministro Alexandre de Moraes, condenou generais da reserva, desafiando uma tradição de impunidade que remonta à Proclamação da República em 1889. O julgamento é significativo não apenas pelo resultado, mas também pelo respeito ao devido processo legal, garantindo ampla defesa aos réus. Este evento é visto como um marco na luta pela cidadania e pelo cumprimento das leis no país.

Os crimes cometidos pelos generais são considerados graves, e a tentativa de conciliação por meio de um “jeitinho” para evitar punições falhou. O episódio traz à tona a memória de um passado doloroso, repleto de torturas e desaparecimentos durante a ditadura militar, e a sociedade observa com cautela a possibilidade de uma mudança de paradigma em relação à impunidade. No entanto, especialistas enfatizam que, embora este seja um momento histórico, as estruturas autoritárias ainda não foram desmanteladas, e a elite política não demonstra interesse em mudanças profundas.

Diante desse cenário, é crucial que a sociedade permaneça atenta e vigilante, pois a história de golpismo no Brasil não foi completamente superada. A atividade de grupos extremistas ainda representa um risco, e a resistência dentro do Judiciário é uma variável a ser considerada nas análises futuras. Para avançar, será necessário desenvolver uma metodologia eficaz que promova mudanças na mentalidade das forças armadas e na cultura política do país.

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