A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu formar maioria para tornar Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, réu em um caso de vazamento de informações sigilosas. A acusação envolve a suposta participação de Tagliaferro em um esquema que visa deslegitimar instituições democráticas, sendo acusado de crimes como violação de sigilo funcional e obstrução de investigação. O julgamento até agora conta com o voto de três ministros, sendo que a ministra Cármen Lúcia ainda não se manifestou sobre o caso.
A denúncia contra Tagliaferro foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República e aponta que ele teria vazado mensagens sigilosas relacionadas a investigações em andamento no STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além disso, a Polícia Federal indica que o ex-assessor utilizou esses vazamentos para criar constrangimentos políticos, favorecendo grupos antidemocráticos. Tagliaferro, que estava foragido na Itália, foi preso após o STF solicitar sua extradição, o que agrava a situação jurídica dele.
Com a aceitação da denúncia pelo STF, Tagliaferro poderá ser oficialmente citado, mesmo estando detido na Itália, e terá a oportunidade de apresentar sua defesa. O processo seguirá para a fase de instrução criminal, onde serão analisadas provas e testemunhos. A decisão final do Tribunal poderá estabelecer se ele é culpado dos crimes que lhe são imputados, e, mesmo em caso de condenação, ele terá o direito de recorrer dentro do próprio STF.

