STF decreta prisão preventiva de Bolsonaro após padrão de evasão de aliados

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, fundamentando sua decisão em um padrão de evasão entre seus aliados. Moraes observou que comportamentos de figuras ligadas ao ex-presidente, como tentativas de fuga, justificam a necessidade de afastá-lo do regime domiciliar. A medida foi anunciada em um contexto em que investigações sobre a trama golpista de 2022 estão em andamento.

Entre os elementos que embasaram a decisão, Moraes mencionou a rota clandestina utilizada por um deputado, considerado foragido, como um exemplo claro de uma estratégia de evasão. Além disso, outros casos, como o de uma deputada que deixou o Brasil em meio a uma condenação, reforçam a preocupação com a possibilidade de fuga. O ministro destacou que essas ações demonstram uma tentativa coordenada de frustrar a aplicação das leis penais no país.

Com a prisão decretada, Bolsonaro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde permanecerá até a definição sobre o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses imposta pelo STF. A decisão de Moraes visa garantir a ordem pública e a integridade das investigações, em um momento em que o ex-presidente e seus aliados enfrentam sérias acusações. A situação pode ter desdobramentos significativos no cenário político brasileiro, impactando o futuro da oposição e a resposta do governo às investigações em curso.

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