Soja brasileira mantém competitividade sem tarifas chinesas para os EUA

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Analistas destacam que a soja brasileira permanece competitiva no mercado internacional, mesmo sem a tarifa de 13% aplicada pela China às importações dos Estados Unidos. Entre janeiro e outubro de 2025, 79,9% das exportações de soja do Brasil foram destinadas à China, refletindo um aumento significativo em comparação a anos anteriores. Apesar da redução das tarifas por Pequim, a soja brasileira é mais barata, com preços estimados em US$29,10 por saca, enquanto a norte-americana é comercializada a US$30,70.

A competitividade da soja brasileira é impulsionada por uma safra recorde, e as previsões para 2026 indicam um aumento na produção, superando as 170 milhões de toneladas. O contexto atual mostra que, mesmo com a China iniciando compras modestas de soja dos EUA, a demanda brasileira continua forte, especialmente em um período de entressafra. O especialista em commodities Fernando Berardo enfatiza que, sem as tarifas, a soja americana ainda é mais cara, o que favorece o Brasil.

Embora o acordo entre China e EUA tenha o potencial de aumentar a competitividade da soja norte-americana, especialistas acreditam que o Brasil continuará sendo a principal escolha dos importadores, especialmente no primeiro semestre de 2026. Mesmo diante de um aumento nas compras americanas, a demanda por soja brasileira deve se manter alta, a menos que ocorra uma quebra significativa na safra. As projeções positivas para a produção brasileira reforçam a posição do país como líder global em exportações de soja.

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