Série “Tremembé” revela peculiaridades do amor na prisão

Sofia Castro
Tempo: 1 min.

A série “Tremembé”, transmitida pelo Prime Video, trouxe à tona a realidade do cotidiano na famosa penitenciária paulista. O jornalista Ulisses Campbell, conhecido por suas obras sobre crimes, detalha um curioso sistema de paquera entre os detentos, apelidado de “Tinder do Xilindró”, que se baseia na troca de cartas e fotos entre os prisioneiros das alas masculina e feminina.

Os presos, ao descobrirem que uma mulher está solteira, iniciam o processo de flerte enviando cartas, que são previamente triadas pela administração prisional. Este método não apenas exige criatividade, mas também paciência, já que as correspondências podem levar semanas para serem entregues devido ao rigoroso controle. As cartas, que muitas vezes incluem fotos, são submetidas a censura, garantindo que apenas conteúdos adequados sejam enviados.

A prática revela uma faceta surpreendente da vida amorosa no ambiente carcerário, onde os relacionamentos são construídos por meio da escrita. Apesar das limitações, os detentos continuam a buscar conexões emocionais, o que levanta importantes questões sobre a natureza dos relacionamentos e a busca por afeto, mesmo em condições adversas.

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