Senado instala CPI do Crime Organizado após operação no Rio de Janeiro

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

No dia 4 de novembro de 2025, o Senado Federal do Brasil deu início à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, uma semana após uma operação que resultou em 121 mortes no Rio de Janeiro. A instalação da CPI surge em um contexto de intenso debate sobre a segurança pública e suas implicações políticas, especialmente com vistas às eleições de 2026.

A disputa pela presidência do colegiado está acirrada, com Fabiano Contarato (PT-ES) representando o governo e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da oposição. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a oposição de Jair Bolsonaro estão investindo esforços para garantir a liderança da CPI, que pode influenciar o cenário político nacional. A relatoria deve ficar com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pretende adotar uma abordagem técnica e não partidária nas investigações.

As repercussões dessa CPI são significativas, pois a segurança pública é um tema crucial no Brasil, especialmente para a direita bolsonarista. A comissão poderá servir como um espaço para discutir questões históricas de violência e corrupção no estado do Rio de Janeiro, podendo impactar a agenda política e as estratégias eleitorais dos partidos envolvidos. O debate sobre a segurança pública deve continuar a ser um elemento central nas discussões políticas até as próximas eleições.

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