Na quinta-feira (6), o Senado dos Estados Unidos rejeitou uma resolução bipartidária que visava limitar ações militares da administração Trump contra a Venezuela sem a aprovação do Congresso. A votação, que terminou em 49 a 51, teve apoio de senadores de diferentes partidos, incluindo um republicano que se juntou aos democratas na proposta.
A resolução foi impulsionada por preocupações sobre o crescente envolvimento militar dos EUA na América Latina, especialmente após declarações do presidente Trump sobre operações da CIA na Venezuela. O senador Adam Schiff, um dos líderes da proposta, argumentou que o aumento militar na região poderia estar mais relacionado a tentativas de mudança de regime do que a um combate efetivo ao tráfico de drogas, conforme alegado pela administração.
Com a rejeição da resolução, a administração Trump mantém a liberdade de ação militar na Venezuela. A situação gera incertezas sobre as intenções dos EUA na região, especialmente com a possibilidade de novas resoluções relacionadas a ações militares em outros países, como a Nigéria. O Congresso poderá ser chamado a se envolver novamente em futuras discussões sobre a política externa americana.

