Na quinta-feira, o Senado dos EUA rejeitou uma resolução proposta pelos democratas que buscava exigir que o presidente Donald Trump obtivesse a aprovação do Congresso antes de realizar ataques militares na Venezuela. A votação, que resultou em 49 votos contra e 51 a favor, ocorreu predominantemente ao longo das linhas partidárias, permitindo que Trump mantenha sua autoridade para expandir a ação militar no país sul-americano.
Essa decisão é significativa, pois representa uma continuidade da capacidade do presidente de operar sem supervisão legislativa, mesmo em um contexto de crescente tensão militar. Esta votação ocorre apenas um mês após outra resolução que visava impedir ataques a embarcações suspeitas de tráfico de drogas ter falhado de forma semelhante, com uma votação de 48 a 51.
As implicações dessa rejeição podem ser profundas, uma vez que permite uma maior liberdade de ação militar em relação à Venezuela. A falta de controle do Congresso sobre as operações militares pode gerar preocupações tanto a nível nacional quanto internacional, especialmente em um momento em que as relações dos EUA com a América do Sul estão sob escrutínio.

