Ruptura entre Motta e Lindbergh aumenta pressão sobre estatais brasileiras

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

A crise política iniciada pela ruptura entre o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o deputado Lindbergh Farias, do PT-RJ, elevou a pressão sobre estatais que já enfrentam fragilidades financeiras. A Casa da Moeda e a Companhia Docas do Rio de Janeiro, classificadas como de ‘alto risco fiscal’ pelo Tesouro Nacional, estão entre as mais afetadas, com direções ligadas ao petista, que é um dos principais apoiadores do governo na Câmara.

A deterioração nas relações entre Motta e Lindbergh impacta diretamente o ambiente político que apoia essas estatais. O afastamento entre eles sugere uma interlocução esgotada com o Planalto, reduzindo a capacidade do governo de negociar apoio para medidas que poderiam melhorar a situação financeira das empresas. Num contexto de contas fragilizadas, essa instabilidade pode resultar em atrasos em votações importantes e complicar a aprovação de recursos essenciais.

Com a situação das estatais se tornando cada vez mais crítica, os últimos relatórios indicam um déficit estimado de R$ 9,2 bilhões. A Casa da Moeda, por exemplo, enfrenta atrasos na entrega de passaportes devido à falta de pagamento a fornecedores, enquanto a Companhia Docas acumula dificuldades administrativas. Essas questões financeiras e políticas se intensificam, levando o Tribunal de Contas da União a anunciar uma força-tarefa para investigar as fragilidades dessas empresas.

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