O ex-ministro do Meio Ambiente e atual deputado federal Ricardo Salles, do PL-SP, utilizou suas redes sociais para classificar a Proclamação da República como um ‘desserviço à pátria’. Em sua postagem, Salles argumenta que, há 136 anos, os militares derrubaram um governo estável e honesto, resultando na ascensão de um regime considerado decadente e corrupto. Ele expressou a opinião de que a elite que governava anteriormente era patriota e decente, contrastando-a com a situação atual.
Salles é conhecido por suas declarações polêmicas e por ter associado a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Marechal Deodoro da Fonseca, o proclamador da República. Além disso, ele convocou apoiadores para os atos de 7 de Setembro utilizando a pintura da Proclamação da República. Sua postura revela uma crítica mais ampla à maneira como a República foi estabelecida no Brasil, indicando uma possível simpatia por uma alternativa monárquica.
As declarações de Salles podem ter implicações significativas no debate político atual, especialmente em um contexto de polarização. A crítica à Proclamação da República pode ressoar com grupos que compartilham visões semelhantes sobre a história do Brasil e a atual elite política. Essa retórica pode servir para mobilizar apoiadores, mas também levanta questões sobre a interpretação histórica e as consequências de suas opiniões.

