O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), escolhido para relatar o projeto de lei Antifacção no Senado, afirmou que não haverá redução no financiamento da Polícia Federal. Em entrevista à Agência Brasil, Vieira destacou que, apesar de considerar o texto da Câmara adequado ao mérito, serão feitas avaliações sobre sua forma e constitucionalidade. A audiência pública prevista para a próxima semana visa aprofundar a discussão antes de o projeto seguir para a Comissão de Constituição e Justiça.
O projeto, que altera penas para membros de facções criminosas, já passou por diversas modificações na Câmara, incluindo a proibição de graça e anistia para esses indivíduos. O relator enfatizou a importância de garantir a proteção dos recursos destinados à PF, fundamentais para o combate ao crime organizado. A escolha de Vieira para relatar a proposta foi uma estratégia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para evitar atritos políticos durante o debate.
Com o projeto em tramitação, a expectativa é que a discussão sobre o combate ao crime organizado ganhe novos contornos no Senado. A decisão de manter o financiamento da PF, ao mesmo tempo em que se busca endurecer as penas, reflete uma tentativa de alinhar a legislação com as necessidades de segurança pública. O desdobramento dessas discussões poderá impactar diretamente o enfrentamento do crime no Brasil.

