O governo britânico está considerando limitar os julgamentos por júri apenas aos casos mais graves, como assassinatos, homicídios culposos, estupros e outros que passem em um teste de interesse público. Esta proposta surge em meio a um acúmulo significativo de casos criminais, atribuído principalmente a cortes governamentais anteriores, e não à tradição de julgamentos por júri. O lord chancellor, David Lammy, estaria à frente deste plano, que pode ser anunciado em breve, com a legislação prevista para o próximo ano.
A medida sugere a criação de um novo nível de tribunais da coroa sem júri, onde juízes julgariam a maioria dos casos atualmente submetidos a júris. Processos criminais com penas máximas de até cinco anos, incluindo fraudes e crimes financeiros, seriam transferidos para esta nova divisão. Espera-se que essa mudança reduza em 20% o tempo de julgamento, afetando mais de 30.000 julgamentos por ano em Inglaterra e País de Gales.
A proposta levanta preocupações sobre a erosão de liberdades fundamentais e a responsabilidade governamental. Críticos argumentam que substituir júris por juízes pode comprometer a justiça e a imparcialidade, além de representar uma resposta inadequada a problemas criados por decisões orçamentárias anteriores. A discussão sobre a implementação dessa medida continua, enquanto defensores dos direitos civis pedem cautela e debate público.

