No último sábado, 15 de novembro, comunidades quilombolas do Rio de Janeiro se reuniram para a Cúpula das Vozes Quilombolas pelo Clima. A presidenta da Associação das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj), Bia Nunes, destacou que apenas três das 54 comunidades reconhecidas possuem titulação, revelando a morosidade e as contradições nos processos. Essa situação tem gerado insegurança e conflitos territoriais, especialmente em áreas de alta especulação imobiliária.
Durante o encontro, Nunes e outros representantes de comunidades apresentaram suas demandas e estratégias de resistência, enfatizando a importância de serem protagonistas nas discussões que as afetam. Alessandra Rangel Oliveira, integrante do quilombo Maria Joaquina, mencionou os riscos enfrentados, como ameaças de morte e perseguições, quando tentam reivindicar seus direitos territoriais. A falta de recursos e a resistência do governo em financiar reembolsos complicam ainda mais a situação.
As dificuldades enfrentadas pelas comunidades quilombolas refletem uma realidade de exclusão e desamparo, especialmente em eventos como a COP 30, onde se sentiram marginalizados. A gestora do ICMBio, Viviane Lasmar Pacheco, mencionou o progresso na certificação de algumas comunidades, mas a questão da titulação permanece uma preocupação premente. O encontro destacou a necessidade urgente de políticas mais eficazes para garantir os direitos e a segurança dos quilombolas no estado.

