À medida que a COP30 se aproxima, profissionais do sexo em Belém, no Pará, levantam preocupações sobre a iminente elevação dos riscos de infecções sexualmente transmissíveis e violência. Com a chegada de delegações de diversas partes do mundo, espera-se um aumento na demanda por serviços sexuais, o que gera apreensão entre essas mulheres sobre a possível negligência de sua segurança. Algumas já receberam contatos de visitantes interessados em seus serviços, intensificando o temor pela sua proteção.
Coletivos como o Coisa de Puta+ estão exigindo ações mais efetivas das autoridades, incluindo a presença de mais agentes de segurança em áreas de boates e campanhas de saúde. As profissionais pedem maior acesso a métodos de prevenção, como a PrEP, vacinas e testagens rápidas, para se protegerem durante o evento. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará anunciou que cerca de 10 mil agentes e mais de 700 viaturas estarão mobilizados em pontos estratégicos, incluindo casas noturnas e locais de eventos.
As preocupações levantadas pelas trabalhadoras do sexo refletem um cenário complexo onde segurança e saúde se entrelaçam em um evento de grande magnitude. O aumento do movimento nos prostíbulos durante a COP30 pode trazer não apenas oportunidades econômicas, mas também desafios significativos. A resposta do poder público será crucial para garantir a segurança e o bem-estar dessas mulheres durante o evento.

