A disputa política em torno da calamidade financeira em Goiânia se acirra, com o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) defendendo a manutenção do regime emergencial até 31 de dezembro de 2025. Em contrapartida, o deputado Clécio Alves (Republicanos) apresentou um projeto na Assembleia Legislativa de Goiás para encerrar a medida antes do prazo, instigando a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima semana.
A polêmica cresceu após a Alego exigir da prefeitura documentos que respaldem a continuidade do estado de calamidade. Sem resposta, Alves argumenta que não há fundamentos que justifiquem a prorrogação e critica a gestão pela falta de pagamentos, como os repasses para o transporte coletivo. O deputado, junto com outros opositores, vê na calamidade um meio de a administração atrasar compromissos financeiros essenciais.
Enquanto a oposição se mobiliza, a base governista, liderada por Talles Barreto (UB), se esforça para garantir que o decreto permaneça em vigor. A recomendação do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás e do Ministério Público de Contas de não prorrogar a calamidade pode influenciar a decisão da Assembleia. O desfecho desse embate poderá afetar diretamente a gestão fiscal e o atendimento de demandas da população em Goiânia.

