O Partido Liberal (PL) anunciou a suspensão do salário e das atividades do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está cumprindo uma pena de 27 anos de prisão. A medida segue a legislação brasileira, que determina a perda dos direitos políticos em caso de condenação, levando ao cancelamento da filiação partidária. O salário de Bolsonaro, fixado em R$ 33.873,67, foi um ponto de discussão no partido, especialmente em relação à possibilidade de manutenção durante a prisão domiciliar.
A decisão do PL foi baseada na lei 9.096/95, que exige o cancelamento imediato da filiação em casos de perda de direitos políticos. Em agosto, um advogado consultado pelo partido indicou que, embora a situação fosse delicada, a manutenção do contrato de trabalho e do pagamento dos salários poderia ser uma possibilidade. No entanto, com a recente determinação do Supremo Tribunal Federal, as atividades do ex-presidente foram suspensas de forma definitiva.
A prisão de Bolsonaro, iniciada em 22 de novembro, ocorre em um contexto de complexas investigações sobre sua suposta tentativa de anular os resultados das eleições de 2022. O desdobramento dessa situação pode ter impactos significativos na dinâmica política do país, especialmente considerando o papel de Bolsonaro como figura central em sua legenda. A continuidade de sua influência política e a reação do seu eleitorado também são questões a serem observadas nos próximos meses.

