A aprovação do PL Antifacção pela Câmara dos Deputados em 18 de novembro de 2025 desencadeou uma intensa disputa política no Brasil. O governo, que inicialmente enviou o projeto, enfrenta críticas da oposição e, particularmente, do ministro da Fazenda, que questiona a eficácia das medidas propostas no combate ao crime organizado. Esse embate revela a luta pelo protagonismo nas discussões sobre segurança pública, um tema crucial na agenda política atual.
O projeto ganhou destaque após uma megaoperação no Rio de Janeiro, que acentuou a preocupação com a segurança pública entre a população. A proposta, que passou por alterações significativas, é vista como um fator determinante para as próximas eleições, com a oposição buscando capitalizar politicamente sobre o tema. O governo, por sua vez, tenta recuperar sua narrativa, confiando no Senado para ajustar os pontos controversos e restabelecer sua posição na discussão sobre segurança.
As implicações dessa disputa são profundas, uma vez que a segurança pública se tornou uma das principais preocupações dos brasileiros. Com pesquisas indicando que 40% da população vê a segurança como prioridade, a direita pode se beneficiar ao se apropriar da pauta. O desfecho dessa batalha política poderá moldar as estratégias eleitorais para 2026, com o governo buscando evitar que sua fragilidade nesta área se transforme em uma vantagem para a oposição.

