Parlamento Europeu adia a lei antidesmatamento por mais um ano

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Em 26 de novembro de 2025, o Parlamento Europeu decidiu adiar por mais um ano a implementação da lei que proíbe a venda de produtos oriundos de áreas desmatadas. A nova data para a entrada em vigor da legislação foi fixada para o final de 2026, após um voto que resultou em 402 a favor, 250 contra e 8 abstenções. A medida é um reflexo da pressão exercida por setores industriais e parceiros comerciais da União Europeia.

A lei visa combater o desmatamento associado ao consumo na UE, abrangendo produtos como soja, carne bovina e óleo de palma, que não podem ser comercializados se oriundos de áreas desmatadas após dezembro de 2020. O adiamento, que se soma a uma prorrogação anterior, foi justificado por dificuldades técnicas para adequação dos sistemas de rastreabilidade. A nova regulamentação deverá passar por uma consulta final antes de ser oficialmente adotada.

A decisão do Parlamento gera preocupações entre ambientalistas, que argumentam que cada adiamento resulta em mais desmatamento e danos ao meio ambiente. Vários críticos, incluindo ativistas e legisladores, destacam que a procrastinação na implementação da lei pode agravar a crise climática. À medida que a pressão internacional por ações ambientais cresce, o futuro da legislação dependerá das negociações finais entre os Estados-membros da UE e do compromisso em combater o desmatamento global.

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