À medida que o mundo avança em direção à neutralidade de carbono, os países em desenvolvimento estão se destacando como protagonistas na transição energética. Apesar de possuírem abundantes recursos renováveis, esses países recebem apenas uma fração dos investimentos globais necessários, com apenas 2% dos US$ 807 bilhões direcionados a eles em 2024. Para inverter essa situação, é essencial criar um ambiente que atraia capital privado e desenvolva estratégias financeiras robustas.
O Brasil exemplifica como uma abordagem integrada pode ser eficaz. Com a colaboração de instituições como o BNDES, o país implementou planos de energia que alinham objetivos políticos a instrumentos financeiros, atraindo capital privado e fortalecendo sua cadeia de suprimentos. Essa experiência é um modelo a ser considerado por outras nações em desenvolvimento, que frequentemente enfrentam desafios semelhantes em sua capacidade institucional e recursos.
Recentemente, o governo brasileiro, em parceria com a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), lançou a Coalizão Global para Planejamento Energético (GCEP). Essa iniciativa visa apoiar países na elaboração de planos de energia robustos e prontos para investimento, fundamentais para expandir a energia renovável no mundo em desenvolvimento. O sucesso dessa coalizão pode ser um divisor de águas na luta global contra as mudanças climáticas e na promoção de um futuro energético sustentável.

