No dia 28 de novembro de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou suas primeiras diretrizes globais para a prevenção, diagnóstico e tratamento da infertilidade, que afeta cerca de 17,5% da população mundial em idade reprodutiva. O relatório destaca que a infertilidade é uma questão de saúde pública frequentemente ignorada, com muitas pessoas enfrentando altos custos e falta de acesso a tratamentos adequados.
O documento da OMS recomenda que informações sobre infertilidade sejam integradas às políticas de saúde e que a educação sobre o tema comece nas escolas e centros de saúde. Além disso, a entidade alerta para o impacto do estigma e da violência que muitas mulheres enfrentam ao lidar com a dificuldade de engravidar, refletindo a necessidade de um enfoque mais humano e acessível aos serviços de saúde reprodutiva.
As diretrizes também sugerem intervenções em estilos de vida e tratamentos adequados, priorizando abordagens menos invasivas antes de procedimentos mais complexos, como a fertilização in vitro. A OMS busca, assim, não apenas melhorar o acesso ao tratamento, mas também promover um maior reconhecimento da infertilidade como um direito reprodutivo essencial, ao lado da saúde e bem-estar da população.

