Nanomedicina potencializa quimioterapia e minimiza efeitos colaterais

Camila Pires
Tempo: 1 min.

Cientistas da Universidade Northwestern, em Chicago (EUA), apresentaram uma inovação na quimioterapia ao redesenhar a estrutura molecular do 5-fluorouracil, permitindo que o medicamento atinja apenas células cancerosas, aumentando sua eficácia em até 20 mil vezes. Liderados pelo professor Chad Mirkin, o estudo revela como o uso de nanopartículas pode revolucionar o tratamento, ao reduzir os efeitos colaterais, como náuseas e fadiga extrema, que afligem muitos pacientes em quimioterapia.

Os pesquisadores integraram o medicamento em nanopartículas conhecidas como ácidos nucleicos esféricos (SNA), fazendo com que as células tumorais absorvessem o quimioterápico como se fosse DNA normal. Esta estratégia não só melhora a absorção do medicamento, mas também aumenta a sua capacidade de destruir células cancerosas, proporcionando um controle muito mais eficaz da progressão da doença, sem efeitos colaterais observáveis.

A pesquisa destaca o potencial da nanomedicina para transformar a abordagem atual de tratamento do câncer, mas ainda enfrenta desafios regulatórios antes de se tornar uma realidade clínica. Com a possibilidade de testes em humanos, a expectativa é que essa tecnologia possa resultar em quimioterapias mais seguras e efetivas, trazendo um novo horizonte para pacientes que lutam contra o câncer.

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