MPF solicita remoção de navio e óleo após naufrágio no Pará

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 1 min.

O Ministério Público Federal do Pará entrou com uma ação judicial para exigir a remoção do navio Haidar e dos resíduos oleosos acumulados desde seu naufrágio há dez anos, próximo ao porto de Vila do Conde. O naufrágio, ocorrido em 2015, resultou na morte de aproximadamente 5.000 bovinos e no derramamento de 700 mil litros de resíduos oleosos, com cerca de 215 mil litros ainda presentes no casco, conforme alertado pelos procuradores.

Os procuradores federais destacam que a presença dos resíduos representa uma ‘ameaça constante’ ao meio ambiente e que novos derramamentos podem ocorrer, causando ‘poluição catastrófica’ nas águas locais. Além disso, o processo judicial busca R$ 5 milhões em compensação pelos danos causados, juntamente com R$ 91.400 adicionais, referentes a um derramamento registrado em 2018, que também foi associado ao naufrágio.

Entre os réus da ação estão o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Companhia Docas do Pará (CDP), além das empresas proprietárias do navio. O frigorífico Minerva, dono do gado transportado, não figura na ação. A situação ressalta a necessidade urgente de ações corretivas para evitar danos ambientais maiores na região, que é um importante polo de exportação de gado vivo.

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