O Ministério Público Federal do Pará entrou com uma ação judicial para exigir a remoção do navio Haidar e dos resíduos oleosos acumulados em seu casco, após o naufrágio que ocorreu há dez anos próximo ao porto de Vila do Conde. Os procuradores destacaram que este incidente resultou na morte de cerca de 5.000 bovinos e no derramamento de 700 mil litros de resíduos oleosos, o que representa uma ameaça contínua ao meio ambiente, com 215 mil litros de óleo ainda dentro da embarcação.
De acordo com a denúncia, um novo derramamento foi registrado em 2018, o que reforça a urgência de medidas corretivas. O MPF está pedindo R$ 5 milhões em compensação por danos ambientais, além de um valor adicional relacionado ao incidente mais recente. A situação é preocupante, pois a continuidade da presença desses resíduos pode levar a uma poluição catastrófica das águas da região, impactando a biodiversidade local.
A ação judicial envolve várias instituições, incluindo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará. No entanto, o frigorífico Minerva, proprietário do gado transportado pelo Haidar, não está incluído no polo passivo da ação. A mobilização do MPF destaca a importância de medidas eficazes para mitigar os danos ambientais e proteger os ecossistemas locais, especialmente em uma área estratégica para a exportação de gado vivo no Brasil.

