Neste sábado, 22, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) manifestou sua desaprovação em relação à transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a custódia da Polícia Federal. Em um post na rede social X, Mourão, que serviu como vice-presidente durante o governo Bolsonaro, qualificou a decisão como um símbolo de arbitrariedade e afirmou que Bolsonaro não representa uma ameaça à ordem pública.
O senador argumentou que a decisão de transferir o ex-presidente sugere que a perseguição política contra ele está longe de terminar. Mourão expressou preocupação com o clima político atual, especialmente considerando as repercussões que essa medida pode ter sobre a democracia e a segurança do ex-presidente sob custódia estatal. Outros líderes políticos, como o deputado Zucco (PL-RS), também criticaram a prisão preventiva, descrevendo-a como injusta e desumana.
As declarações de Mourão e outros opositores refletem um crescente descontentamento com as ações do governo e do sistema judiciário em relação a Bolsonaro. A prisão preventiva foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que citou risco de fuga como justificativa. Com a tensão política elevada, a situação continua a provocar debates sobre os limites da ação judicial e os direitos dos ex-mandatários no Brasil.

