Morre Kim Yong-nam, ex-líder cerimonial da Coreia do Norte, aos 97 anos

Eduardo Mendonça
Tempo: 1 min.

Kim Yong-nam, ex-presidente do Presidium da Assembleia Popular da Coreia do Norte, faleceu aos 97 anos. Sua longa carreira política o tornou uma figura notável em um regime frequentemente marcado por purgas, onde ele serviu sob três gerações da dinastia Kim. A morte de Kim, ocorrida em 4 de novembro de 2025, é um marco na história política do país.

Durante seu tempo no cargo, Kim Yong-nam destacou-se por sua capacidade de manter uma posição de influência e respeito, mesmo em um ambiente onde muitos líderes enfrentam demissões abruptas. Ele foi visto como um símbolo de estabilidade em um sistema político que muitas vezes se caracteriza pela volatilidade e repressão. Essa longevidade em uma posição de alta responsabilidade é considerada uma exceção na política norte-coreana.

A morte de Kim pode provocar mudanças na dinâmica política da Coreia do Norte, especialmente em um momento em que a liderança do país enfrenta desafios internos e externos. A ausência de uma figura tão influente pode levar a uma reconfiguração das alianças dentro do regime. Observadores internacionais aguardam para ver como essa transição afetará a política externa e a estabilidade interna da nação.

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