O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter a prisão preventiva do ex-ministro Walter Braga Netto nesta segunda-feira (3). A decisão se baseia na condenação do ex-ministro a 26 anos de prisão por sua participação em uma trama golpista, além do receio fundamentado de que ele possa tentar escapar enquanto aguarda o julgamento dos recursos pendentes.
Moraes destacou que a manutenção da prisão é necessária para garantir a aplicação da lei penal e a eficácia da decisão condenatória. O ex-ministro, que ainda não iniciou o cumprimento da pena devido a recursos, foi sentenciado a uma das penas mais longas entre os réus envolvidos, superada apenas pela do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro também mencionou que situações semelhantes demonstram a importância de garantir a ordem e evitar possíveis fugas.
Os recursos de Braga Netto e dos outros réus do caso serão discutidos na próxima sexta-feira, 7, no plenário virtual da Primeira Turma do STF. A continuidade da prisão preventiva reflete a preocupação das autoridades com a integridade do processo judicial e a necessidade de prevenir novas tentativas de obstrução da justiça, especialmente em casos de grande repercussão nacional.

