O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou na última sexta-feira para manter a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta uma pena de 27 anos e três meses de prisão. Moraes também rejeitou os recursos apresentados por Bolsonaro e outros cinco condenados envolvidos na chamada ‘trama golpista’, alegando que não existem contradições ou omissões nas penas fixadas.
Durante seu voto, Moraes enfatizou que o acórdão detalhou de forma clara o cálculo das penas, especificando as condutas delitivas de cada réu, incluindo as de Bolsonaro. A decisão ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre as ações do ex-presidente e as consequências legais de suas condutas durante e após sua administração. O julgamento acontece no plenário virtual da Primeira Turma do STF, que permite que os ministros votem até a próxima sexta-feira.
Com a rejeição dos recursos, a expectativa é que o processo avance para a análise dos demais ministros, incluindo Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. A continuidade deste julgamento pode ter implicações significativas para a cena política brasileira e o futuro de Bolsonaro, que já enfrenta uma série de desafios legais e políticos desde o término de seu mandato.

