Marinhas globais investem em submarinos autônomos para segurança subaquática

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Navios de guerra de diversas partes do mundo estão acelerando a adoção de submarinos autônomos para enfrentar a crescente ameaça de submarinos inimigos e proteger a infraestrutura subaquática. A Marinha Real do Reino Unido, por exemplo, está planejando uma frota de veículos subaquáticos não tripulados (UUVs) que desempenharão um papel crucial na vigilância e na segurança de cabos e oleodutos submersos. Da mesma forma, a Austrália destinou US$ 1,7 bilhão para desenvolver submarinos conhecidos como ‘Ghost Shark’, visando neutralizar a presença de submarinos chineses na região.

Em um cenário mais amplo, a Marinha dos EUA também está investindo bilhões em vários projetos de UUVs, incluindo um modelo que pode ser lançado a partir de submarinos nucleares. Essa corrida por domínio subaquático se intensifica à medida que a guerra na Ucrânia demonstrou a eficácia de drones em combate terrestre, indicando uma transformação paralela nas táticas navais. Assim, a luta por liderança no mercado de tecnologia militar subaquática se torna cada vez mais acirrada, envolvendo startups e grandes empresas de defesa.

Essas iniciativas não apenas fortalecem as capacidades militares das nações, mas também levantam questões sobre segurança cibernética e a proteção de infraestruturas críticas no fundo do mar. À medida que as tensões geopolíticas aumentam, a competição por tecnologias avançadas como submarinos autônomos pode ter implicações significativas para a segurança global. A evolução dessa tecnologia poderá redefinir a estratégia militar nos mares, tornando a segurança subaquática uma prioridade para os governos.

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