Durante a COP30 em Belém, o presidente Lula decidiu por utilizar o iate Iana 3, em vez de um barco da Marinha, alegando inadequação das instalações militares. O iate é de propriedade do empresário Iomar Oliveira, conhecido por alugar embarcações ao governo do Amazonas, mas já esteve ligado a denúncias de crimes eleitorais na região. Essa escolha gerou polêmica e levantou questões sobre a utilização de recursos públicos para conforto pessoal.
O Iana 3 já foi alvo de investigações policiais e sua locação pelo governo do Amazonas gerou descontentamento entre a população local, que considera o uso do iate um desperdício de dinheiro público. Em 2021, a embarcação foi revista em uma operação que investigava o uso de recursos públicos em campanhas eleitorais, onde foi flagrada transportando materiais que poderiam ser utilizados para fins ilegais. Essas circunstâncias acentuam a discussão sobre a ética no uso de bens públicos por autoridades.
A contratação do iate, com custos que não foram divulgados, levanta preocupações sobre a transparência e a relação entre o governo e empresários locais. A escolha de Lula pelo Iana 3 não apenas destaca a busca por conforto, mas também reabre um debate sobre práticas que, historicamente, têm sido vistas como problemáticas no contexto político do Amazonas. O desdobramento dessa situação poderá impactar a percepção pública sobre a administração atual e seu comprometimento com a ética.

