O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se posiciona como forte candidato à reeleição em meio a um cenário político favorável, marcado pela fragmentação da oposição e pela recuperação econômica. O recente anúncio de Flávio Dino como novo ministro do Supremo Tribunal Federal, juntamente com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, fortalece ainda mais a base governista, enquanto Jair Bolsonaro permanece preso e incapaz de influenciar o cenário político.
No Congresso Nacional, Lula conta com apoio no Senado e uma situação tumultuada na Câmara. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, atua em conformidade com os interesses do governo, enquanto figuras como o deputado Hugo Motta navegam entre a oposição e a governabilidade. A ausência de líderes com potencial de oposição efetiva, muitos dos quais enfrentam problemas legais, contribui para um ambiente que parece cada vez mais favorável ao atual presidente.
Entretanto, a saúde da economia continua sendo um fator determinante nas futuras eleições. Embora os índices de desemprego estejam em níveis historicamente baixos, a oposição ainda pode explorar eventuais falhas econômicas. Assim, mesmo com um panorama otimista para Lula, a possibilidade de uma derrota não deve ser descartada, especialmente se a situação econômica mudar drasticamente até o período eleitoral.

