Nesta terça-feira (25), Jorge Messias, advogado-geral da União, deu início a um périplo por gabinetes no Senado, visando conquistar apoio antes de sua sabatina agendada para 10 de dezembro. O processo, popularmente conhecido como “beija-mão”, é crucial para que ele possa apresentar suas credenciais e angariar votos favoráveis, enfrentando a resistência de alguns senadores, especialmente do presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
Messias já se reuniu com senadores como Confúcio Moura e Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que será responsável por sua sabatina. Ele se comprometeu a visitar todos os 81 senadores, destacando que não fará distinção entre opositores e aliados. A resistência de Alcolumbre à sua nomeação é um ponto crítico, pois o presidente do Senado defende a candidatura de outro nome para a vaga no Supremo Tribunal Federal.
A sabatina de Jorge Messias representa um momento chave para sua ascensão ao STF, uma vez que a aprovação pelo Senado é necessária para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. O desfecho desse processo poderá ter implicações significativas na composição do Supremo e na articulação política do governo. Com a data da sabatina se aproximando, a pressão sobre Messias para conseguir apoio se intensifica.

