Os iraquianos se dirigem às urnas nesta terça-feira, 11 de novembro, para eleger um novo Parlamento em um momento considerado crucial para a estabilidade do país. As eleições, que atraem a atenção de potências regionais como Irã e Estados Unidos, ocorrem após anos de conflito e repressão sob o regime de Saddam Hussein. O cenário é marcado por uma crescente desilusão da população com a política nacional, que muitos veem como uma farsa que apenas beneficia elites e interesses externos.
Apesar do ceticismo, mais de 21 milhões de eleitores estão registrados, e 7.740 candidatos, quase um terço mulheres, disputam os 329 assentos disponíveis. O atual primeiro-ministro, Mohamed Shia al Sudani, busca um segundo mandato, destacando sua capacidade de manter o Iraque relativamente estável em meio a tumultos no Oriente Médio. No entanto, a expectativa é de que a participação seja inferior aos 41% registrados nas eleições de 2021, refletindo a falta de confiança dos cidadãos no sistema político.
As eleições de hoje são um teste para a democracia iraquiana, que enfrenta desafios profundos, incluindo corrupção endêmica e infraestrutura deficiente. Observadores aguardam ansiosamente os resultados preliminares, que devem ser divulgados 24 horas após o fechamento das urnas. O futuro político do Iraque pode depender da capacidade dos novos eleitos de atender às expectativas de uma população cansada de promessas não cumpridas.

