A prévia da inflação, conhecida como IPCA-15, apresentou uma alta de 0,20% em novembro de 2025, conforme divulgado em 26 de novembro. O aumento foi impulsionado pela pressão nos preços de serviços, com destaque para as passagens aéreas, que subiram significativamente. Em contrapartida, a queda nos preços dos alimentos aliviou a pressão inflacionária, resultando em um índice acumulado em 4,50%, próximo ao teto da meta estabelecida pelo Banco Central.
Especialistas analisam que a desaceleração nos preços dos alimentos, que registraram uma variação de apenas +0,09%, pode indicar um cenário econômico mais estável. A inflação subjacente, que exclui itens voláteis, também permanece em queda, o que reforça a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) considere um corte na taxa Selic durante sua reunião em janeiro. Essa medida, se efetivada, poderia ser de até 25 pontos base, conforme apontam economistas.
As implicações deste cenário são significativas, pois podem sinalizar um ciclo de queda nas taxas de juros, promovendo um ambiente mais favorável ao consumo e aos investimentos. Com a inflação acumulada dentro dos limites esperados, a expectativa é que o Copom adote uma postura mais cautelosa, mas otimista, em relação à política monetária. As projeções indicam que a taxa Selic pode se aproximar de 12% até o final de 2026, dependendo da evolução dos indicadores econômicos nos próximos meses.

