Indicação de Derrite como relator do PL Antifacção provoca divisões na Câmara

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a indicação de Guilherme Derrite (PL-SP) para relatar o Projeto de Lei Antifacção, uma decisão que rapidamente gerou divisões entre os parlamentares. A escolha foi bem recebida por membros da oposição, enquanto governistas expressaram descontentamento, considerando-a uma afronta ao governo. A votação do projeto, no entanto, está ameaçada de atraso devido à realização da COP30 em Belém, que esvaziará a Câmara.

Após sua indicação na sexta-feira, Derrite apresentou um primeiro parecer no qual optou por não incluir a fusão do texto original com outra proposta que equipara facções criminosas a organizações terroristas. No entanto, o deputado propôs penas severas, de 20 a 40 anos, para ações armadas promovidas por essas facções. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve liderar os esforços para preservar o texto original do Executivo, que é uma prioridade do governo.

Os desdobramentos da escolha de Derrite também indicam uma crescente tensão entre o governo e a oposição. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, criticou a decisão de Motta, alegando que a indicação demonstra uma intenção deliberada de dificultar a tramitação do projeto. Com a COP30 em andamento, o futuro do PL Antifacção permanece incerto, e as articulações entre os partidos continuarão a ser desafiadoras.

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