Independência financeira não interrompe violência contra mulheres, afirma pesquisadora

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 1 min.

Uma pesquisadora aponta que a independência financeira por si só não é capaz de romper os ciclos de violência enfrentados por mulheres no Brasil. De acordo com dados apresentados, mais de 60% das mulheres que sofreram agressões optam por não denunciar seus agressores, mesmo em condições favoráveis de sustento financeiro.

O estudo revela que a questão da violência contra a mulher é multifacetada, envolvendo fatores sociais e psicológicos que vão além da autonomia econômica. A pesquisadora destaca que a falta de denúncia pode estar ligada a um histórico de violência, medo de represálias e a normalização da agressão em algumas relações.

As implicações desse estudo são significativas, pois sugerem que políticas públicas precisam abordar a violência contra a mulher de maneira abrangente, incluindo não apenas a promoção da independência financeira, mas também a conscientização e o apoio psicológico. A pesquisa convida à reflexão sobre a necessidade de um sistema de apoio mais robusto para as vítimas.

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