Incêndio em conjunto habitacional em Hong Kong deixa mortos e desaparecidos

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Um incêndio devastador em um conjunto habitacional subsidiado em Hong Kong deixou pelo menos 128 mortos e cerca de 200 desaparecidos, muitos dos quais são idosos. O incêndio ocorreu na quarta-feira e se tornou o mais mortal da cidade nos últimos 80 anos, levantando questões sobre a segurança das habitações onde residem populações vulneráveis. As famílias enlutadas enfrentam a angústia de não saber o destino de seus entes queridos, como a mãe de um dos moradores, que não conseguiu escapar das chamas.

A tragédia no Wang Fuk Court, onde mais de um terço dos residentes têm mais de 65 anos, expõe falhas críticas na segurança do prédio, que já havia sido alvo de reclamações sobre riscos de incêndio. As autoridades prenderam três funcionários de uma empresa de construção sob suspeita de homicídio culposo, indicando que materiais inseguros podem ter contribuído para a propagação das chamas. Os moradores, que há mais de um ano alertavam sobre as condições perigosas, agora lidam com a perda e a incerteza sobre o futuro.

Com o impacto emocional profundo e uma sensação de desamparo, as famílias buscam apoio em abrigos temporários e serviços comunitários. Voluntários têm trabalhado arduamente para oferecer assistência, mas muitos idosos se sentem perdidos e desamparados. O incidente destaca a necessidade urgente de melhorar as condições de segurança e assistência às populações mais vulneráveis, especialmente em contextos habitacionais de alta densidade como Hong Kong.

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