Na noite de sábado, 22, um homem foi agredido durante uma vigília em frente ao condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro se encontra em prisão domiciliar. O evento foi convocado pelo senador Flávio Bolsonaro e gerou polêmica após o discurso de Ismael Lopes, um evangélico que criticou a gestão do ex-presidente durante a pandemia, afirmando que ele deveria ser responsabilizado por milhares de mortes.
Lopes, que recebeu autorização de Flávio Bolsonaro para discursar, expressou sua indignação ao afirmar que o ex-presidente deveria ser julgado pelos atos de sua administração. Durante sua fala, ele foi interrompido e agredido por apoiadores de Bolsonaro, que tomaram o microfone e o empurraram para fora da aglomeração, resultando em violência física contra ele.
A vigília foi convocada como um ato religioso para orações pela saúde de Bolsonaro e pela democracia, mas foi mencionada em uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que interpretou o evento como uma tentativa de obstruir a fiscalização das medidas cautelares impostas ao ex-presidente. O incidente levanta questões sobre a liberdade de expressão e a polarização política no Brasil.

