Governo Milei e AFA enfrentam crise após punições a Estudiantes

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

O governo argentino, liderado pelo presidente Javier Milei, e a Associação do Futebol Argentino (AFA) entram em conflito novamente após a suspensão de Juan Sebastián Verón, presidente do Estudiantes de La Plata, por seis meses. A AFA, dirigida por Claudio Tapia, também puniu 11 jogadores do clube, que se manifestaram contra a forma como um título foi concedido ao Rosário Central. O episódio ocorre em um contexto de crescente tensão entre as instituições do futebol e o governo, que questiona a transparência da AFA.

As sanções foram aplicadas após um protesto dos jogadores do Estudiantes durante um jogo, onde se recusaram a realizar a homenagem tradicional ao adversário. A decisão polêmica de Tapia de declarar o Rosário Central como campeão argentino, sem respaldo regulatório, gerou críticas de clubes e torcedores. A nova senadora Patricia Bullrich, aliada de Milei, prometeu investigar as irregularidades na gestão da AFA, acentuando a crise interna no futebol argentino.

As repercussões desse embate institucional podem afetar a governança do futebol no país, especialmente em um momento em que o governo busca implementar mudanças significativas na administração esportiva. A situação revela um cenário tenso, onde a AFA é vista como um órgão com excessivo poder sobre os clubes, enquanto a administração de Milei tenta impor novas diretrizes. A continuidade desse conflito poderá impactar não apenas o futebol, mas também a política esportiva argentina como um todo.

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