Em 2024, o Governo Geral do Brasil, que inclui a União, seus poderes, estados e municípios, necessitou de R$ 741,3 bilhões para fechar suas contas. Este valor, conhecido como necessidade de financiamento líquida, indica uma redução de 12,2% em comparação com 2023, já considerando os gastos com pagamento de juros da dívida pública.
O estudo do IBGE, divulgado em 26 de novembro de 2025, revela que a necessidade de financiamento se divide entre o Governo Central, que demanda R$ 670,3 bilhões, e os governos estaduais e municipais, que precisam de R$ 55,5 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. A redução na necessidade de financiamento é atribuída ao crescimento da arrecadação, que aumentou 12,7%, em contraste com o aumento de 8,5% das despesas, destacando a arrecadação de impostos que cresceu 16,3%.
As implicações dessa situação financeira são significativas, uma vez que o Governo Geral gastou R$ 971 bilhões apenas com o pagamento de juros, representando 52% do total gasto com benefícios previdenciários e assistenciais. A estrutura das receitas e despesas, com maiores fatias destinadas ao Governo Central, destaca a necessidade de uma gestão fiscal eficiente e sustentável para o futuro das contas públicas brasileiras.

