O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, comunicou ao ministro Alexandre de Moraes que todos os indivíduos falecidos durante a operação realizada nos Complexos da Penha e do Alemão em 28 de outubro de 2025 pertenciam ao Comando Vermelho, uma facção criminosa classificada como narcoterrorista pelo governo. A operação, que resultou em 121 mortos e 99 detidos, foi objeto de um relatório enviado ao STF em resposta a solicitações de esclarecimento do ministro sobre a ação policial.
Castro ressaltou que a operação respeitou os parâmetros constitucionais, afirmando que o uso da força foi compatível com a reação dos criminosos, que estavam fortemente armados. O governador também mencionou que as equipes policiais planejaram as ações por um período de 60 dias, visando garantir a segurança da população. Ele defendeu a operação como um ato legítimo de proteção à sociedade frente a uma facção organizada e violenta.
As implicações dessa operação são significativas, uma vez que levantam questões sobre a atuação policial em comunidades e os direitos humanos. O caso pode impactar o debate sobre a segurança pública e a resposta do Estado ao crime organizado, especialmente em um contexto onde a violência nas favelas é um tema constante. A audiência entre Castro e Moraes, que ocorreu em 3 de novembro, reforça a necessidade de supervisão judicial nas operações policiais em áreas vulneráveis.

