Golpistas em Guiné-Bissau nomeiam general como presidente interino

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

Nesta quinta-feira, 27 de novembro, os militares de Guiné-Bissau anunciaram a nomeação do general Horta N’Tam como presidente interino do país, um dia após a detenção do presidente em fim de mandato e a interrupção do processo eleitoral. A decisão foi comunicada em uma coletiva de imprensa, onde os militares afirmaram que a nomeação é válida por um ano, refletindo a situação de crise no país.

O general Horta N’Tam, até então chefe do Estado-Maior do Exército, declarou que o país enfrenta um período crítico e que medidas urgentes são necessárias para restaurar a ordem. A intervenção militar ocorre em um momento de crescente tensão política, com alegações de que um plano de desestabilização havia sido detectado, envolvendo barões do tráfico de drogas e a introdução de armas no território.

A instabilidade em Guiné-Bissau se agrava com o histórico de golpes de Estado e a corrupção endêmica, o que levanta preocupações sobre o futuro político e social da nação. A detenção do presidente destituído e do líder opositor, somada ao controle militar nas ruas de Bissau, sugere um aprofundamento da crise, gerando incertezas sobre a segurança e a governança no país nos próximos meses.

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