Galípolo afirma que BC seguirá dependente de dados e sem sinalizações futuras

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, declarou em coletiva realizada em São Paulo que a autarquia não fez indicações sobre futuras decisões a respeito da taxa de juros. Ele enfatizou que a política monetária continuará a depender de dados econômicos e que a meta de inflação de 3% será perseguida de forma rigorosa. Galípolo destacou que qualquer interpretação de sinalização futura em comunicados do BC seria equivocada.

Durante sua fala, Galípolo comentou sobre a pressão de autoridades do governo, como o ministro da Fazenda, que sugeriram cortes na taxa de juros. No entanto, o presidente do BC reafirmou que a manutenção da Selic em 15% ao ano é necessária para controlar a inflação, mesmo diante de um ambiente de incerteza econômica. Ele ressaltou que as opiniões do mercado são consideradas, mas a instituição deve seguir sua diretriz legal.

Galípolo também abordou a preocupação com a desancoragem das expectativas de inflação, afirmando que a vigilância é essencial para manter a política monetária eficaz. Ele acredita que, apesar de um progresso lento, as medidas tomadas têm mostrado resultados positivos. Com isso, o BC reforça sua posição de que ações futuras estarão sempre alinhadas a dados concretos, evitando decisões precipitadas.

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