O furacão Melissa, classificado como categoria 5, acionou um título de catástrofe no valor de US$ 150 milhões para a Jamaica, um evento raro que levanta questões sobre a eficácia desse tipo de financiamento em situações de emergência climática. O título, que não havia sido acionado anteriormente após o furacão Beryl, agora é visto como uma oportunidade para reavaliar a adequação dessas ferramentas financeiras para países em desenvolvimento.
Os desafios enfrentados pela Jamaica são significativos, com estimativas de danos variando entre US$ 2,2 bilhões e US$ 4,2 bilhões, enquanto menos de 20% das propriedades na ilha estão seguradas adequadamente. O Banco Mundial e outros especialistas destacam que a estratégia de gerenciamento de riscos da Jamaica pode servir como modelo, mas ainda há dúvidas sobre a capacidade dos títulos de catástrofe em fornecer apoio efetivo a populações vulneráveis após desastres naturais severos.
A situação gerou um clamor por uma revisão mais profunda das estruturas desses instrumentos financeiros, especialmente em um contexto de mudanças climáticas crescentes. O impacto do furacão e a resposta financeira necessária podem influenciar discussões futuras em conferências internacionais, como a COP30 no Brasil, onde se busca uma mobilização financeira mais robusta para países em risco de desastres naturais.

