O furacão Melissa, classificado como categoria 5, acionou um título de catástrofe de US$ 150 milhões para a Jamaica, uma primeira vez que um título desse tipo será totalmente pago após um desastre. O evento ocorreu em um momento crítico, dada a controvérsia anterior sobre a eficácia desses instrumentos financeiros em países vulneráveis a mudanças climáticas, especialmente após a não ativação de um título no ano passado devido ao furacão Beryl.
Embora o acionamento do título ofereça uma oportunidade para reavaliar sua eficácia, o ceticismo persiste entre especialistas. A Jamaica, com um robusto programa de financiamento para desastres, poderá acessar recursos adicionais, mas os custos dos danos causados por Melissa são estimados entre US$ 2,2 bilhões e US$ 4,2 bilhões, o que indica que os fundos disponíveis podem não ser suficientes para cobrir a extensão das perdas.
As implicações desse evento se estendem além da Jamaica, afetando as negociações internacionais sobre financiamento climático. As discussões em fóruns como a COP30 devem considerar como os países vulneráveis podem acessar recursos adequados para enfrentar desastres naturais. As respostas financeiras globais precisam evoluir para melhor apoiar nações em desenvolvimento diante de eventos climáticos extremos, como demonstrado pela devastação causada por Melissa.

