O tribunal superior da França, em 26 de novembro de 2025, ratificou a condenação de Nicolas Sarkozy por financiamento ilegal de sua campanha de reeleição em 2012. A decisão impõe uma pena de um ano de prisão, sendo metade dela suspensa, permitindo que o ex-presidente cumpra a pena em casa, sob monitoramento eletrônico. Essa condenação representa um novo golpe para a imagem de Sarkozy, que já enfrenta outras questões jurídicas complicadas.
A Corte de Cassação confirmou que Sarkozy ultrapassou de forma fraudulenta o limite de gastos de 22,5 milhões de euros. Em 2021, um tribunal de Paris e, em 2024, um tribunal de apelações, já haviam condenado o ex-presidente por irregularidades financeiras em sua campanha. Com a decisão, não há mais possibilidade de recurso, solidificando a condenação em sua trajetória política controversa.
Essa condenação ocorre em um contexto em que Sarkozy já havia sido preso anteriormente por outros crimes relacionados a financiamento ilegal. A confirmação da pena levanta questões sobre a ética nas campanhas eleitorais e o uso de recursos públicos, refletindo a necessidade de maior rigor na legislação de financiamento de campanhas na França. O futuro político de Sarkozy, agora com 70 anos, permanece incerto diante de seu histórico judicial.

