A fisioterapeuta Christien Bird argumenta que a prática de pickleball por pessoas com mais de 50 anos não deve ser vista como arriscada, mas como uma forma de medicina. Apesar de um estudo de 2020 ter revelado que 91% das lesões nesse esporte ocorreram nessa faixa etária, Bird enfatiza que a verdadeira crise de saúde é a inatividade, não o exercício. Sua posição é que é preferível ver idosos ativos e sorridentes, mesmo que sofram pequenas lesões, do que uma geração sedentária.
Bird destaca que a aptidão física é um dos maiores preditores de saúde e independência a longo prazo. O envelhecimento é inevitável, mas a fragilidade não precisa ser a norma. Mulheres, em particular, enfrentam uma perda acelerada de massa óssea e muscular durante a menopausa; 84% delas inativas desejam ser mais ativas, e 90% se comprometeriam com isso se recebessem orientação profissional.
A aceitação social da fragilidade entre as mulheres idosas é um problema que precisa ser abordado. Bird defende a necessidade de incentivar a atividade física nesta faixa etária para melhorar a qualidade de vida. Com um suporte adequado, a prática de esportes como o pickleball pode ser uma solução eficaz para combater a inatividade crescente entre os idosos.

