Filipe Martins contesta declarações da PF sobre sua saída do Brasil

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Filipe Martins, ex-assessor internacional do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentou sua defesa contestando as alegações do delegado da Polícia Federal, Fábio Shor, sobre sua possível saída do Brasil em 2022. A manifestação foi protocolada em 3 de novembro de 2025, dirigida ao ministro Alexandre de Moraes, e a defesa argumenta que a prisão preventiva de Martins foi injustificada e baseada em informações errôneas.

O ex-assessor enfrenta acusações relacionadas a um suposto envolvimento em uma trama golpista, mas sua defesa sustenta que o inquérito foi utilizado para fins pessoais pelo delegado. Além disso, a defesa também critica uma possível reescrita dos fatos por parte de Shor, que seria uma tentativa de justificar a prisão, a qual consideram abusiva. Na última atualização, Martins foi solto em agosto de 2024, mas ainda enfrenta restrições legais, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

As implicações do caso são amplas, uma vez que envolvem questões de liberdade de expressão e a conduta da Polícia Federal. A defesa de Martins solicitou a investigação da atuação de Shor e destacou a necessidade de uma reavaliação das evidências apresentadas. O desdobramento deste caso pode influenciar não apenas a situação de Martins, mas também o funcionamento das instituições envolvidas na investigação e julgamento de ações políticas no Brasil.

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