Ex-presidente do partido Liberal critica possível abandono de metas climáticas

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

O ex-presidente do partido Liberal da Austrália, Jason Falinski, advertiu que a retirada do compromisso com as emissões líquidas zero seria uma capitulação às táticas de pressão do parceiro de Coalizão, o partido Nacional. Segundo Falinski, essa decisão não apenas desmotivaria os jovens australianos, como também poderia impactar negativamente o partido nas próximas eleições. Ele enfatizou a importância de manter a política climática para preservar a credibilidade nas áreas urbanas.

A pressão para abandonar a meta de emissões líquidas zero vem de setores conservadores dentro do partido, que instaram a líder Sussan Ley a seguir a tendência do partido Nacional. Com uma reunião especial agendada para as próximas semanas, as divisões entre os liberais moderados e conservadores se acentuam, refletindo uma batalha interna sobre a direção da política climática. Moderados lutam para preservar o compromisso, temendo que a desistência possa prejudicar a posição do partido nas eleições futuras.

As consequências dessa disputa podem ser significativas, afetando tanto a imagem do partido Liberal quanto a confiança do eleitorado em suas promessas ambientais. Com as eleições se aproximando, o futuro da política climática na Austrália continua incerto, e a decisão do partido pode influenciar não apenas seu desempenho eleitoral, mas também as discussões sobre sustentabilidade no país. A tensão entre a necessidade de atender demandas conservadoras e a manutenção de compromissos ambientais representa um desafio crucial para os liberais.

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