Neste sábado (22), o vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, manifestou forte oposição à prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, a qual classificou de ‘provocativa e desnecessária’. A declaração foi feita em um momento de crescente tensão política no Brasil, onde o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, emitiu a ordem de prisão após a violação de uma tornozeleira eletrônica por Bolsonaro, o que levantou preocupações sobre um possível risco de fuga.
Landau expressou que os EUA estão ‘profundamente preocupados’ com o que considera um ‘novo ataque ao Estado de Direito e à estabilidade política’ no Brasil. As críticas de Landau à atuação de Moraes não são novas, com o vice-secretário já tendo afirmado anteriormente que as ações do ministro arrastam o Brasil para uma ‘ditadura judicial’. A situação evidencia um panorama delicado nas relações entre Washington e Brasília, especialmente em um contexto de sanções e tensões políticas.
As implicações dessa declaração e da prisão de Bolsonaro podem ser significativas, não apenas para a política interna do Brasil, mas também para a diplomacia entre os dois países. A preocupação dos EUA em relação ao Estado de Direito no Brasil pode influenciar futuras interações e políticas, especialmente considerando o impacto que a situação atual tem nas relações comerciais e diplomáticas. A resposta do governo brasileiro e os desdobramentos legais em torno dessa prisão serão observados de perto pela comunidade internacional.

