A Casa Branca decidiu implementar uma redução de 10% nos voos programados para os 40 maiores aeroportos dos Estados Unidos a partir de sexta-feira, 7 de novembro. O comunicado foi feito pelo secretário de transportes e pelo administrador da Administração Federal de Aviação, em resposta ao shutdown atual que já se estende por 37 dias. Essa medida preventiva visa garantir a segurança do tráfego aéreo em um momento crítico, com reclamações sobre a fadiga dos controladores de voo se tornando cada vez mais frequentes.
A lista dos aeroportos afetados será divulgada em breve, mas espera-se que os principais terminais em Nova York, Washington DC e Los Angeles estejam entre os impactados. A empresa Cirium estima que os cortes resultarão no cancelamento de mais de 1.800 voos, o que afetará aproximadamente 268 mil passageiros. A decisão de cortar o tráfego aéreo ocorre após um acidente grave envolvendo um avião de carga em Louisville, que resultou na morte de 12 pessoas, intensificando as preocupações sobre a segurança operacional.
O shutdown, que já se tornou o mais longo da história americana, resulta de um impasse político entre o presidente e o Congresso em relação ao orçamento federal. Com mais de um milhão de funcionários federais sem receber salários, a situação se torna cada vez mais crítica, gerando pressão sobre tanto o governo quanto os cidadãos afetados. A expectativa é de que, caso não haja avanços nas negociações políticas, a crise se aprofunde ainda mais, impactando diversos setores da economia.

